A “Brasil Jazz Sinfônica” esteve no Instituto Butantan para uma homenagem aos 120 Anos da Instituição. O maestro Tiago Costa rege a orquestrra com a composição “Estão Voltando as Flores”, de Paulo Soledade, que foi interpretada pelo cantor Renato Braz.

Assista Agora

Apesar de ser uma marcha-rancho, “Estão voltando as flores” não foi feita para carnaval. Surgiu num momento de euforia de Paulo Soledade em dezembro de 1960, quando, após ter estado convalescente de uma cirurgia de alto risco, sentiu-se completamente recuperado.

Vinte e dois anos depois, em depoimento concedido ao Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro, Paulo afirmou: “Foi uma composição que fiz em quinze minutos, sem violão, sem nada, e que representa para todos que a ouvem um hino de recuperação. Daí os versos e a melodia vibrantes, otimistas que na realidade eram dirigidos à sua mulher: “vê, estão voltando as flores / vê, nessa manhã tão linda / vê, como é bonita a vida / vê, há esperança ainda.”

Mas, como já acontecera a outras canções de sucesso, foi difícil encontrar quem quisesse gravá-la, “Não é comercial”, disseram diretores de gravadoras e cantores a quem a música foi mostrada. O curioso é que todos eram amigos do compositor. Por fim, já desanimado e disposto a bancar o disco, Paulo procurou mais um amigo, o Valtinho da “Tonelux”, na época dirigindo a gravadora Mocambo, que aceitou o projeto, desde que o autor providenciasse uma cantora sem contrato com outra empresa.

Então, indicada por Marino Pinto, Helena de Lima teve a primazia de lançar “Estão voltando as flores”, a melhor canção de Paulo Soledade, segundo ele mesmo (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Extraído de http://cifrantiga3.blogspot.com.br

Pelo menos 116 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (1) e reúnem 212,5 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 21.227,68. Só no IBGE são mais de 200 mil vagas de nível fundamental e médio.

 

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Entre os principais concursos federais abertos estão:

 

CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS E OPORTUNIDADES

Pelo menos 14 órgãos abrem o prazo de inscrições para 474 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 14.810,76 na Prefeitura de São Bento do Sul (SC). Veja abaixo as informações de cada concurso:

Marinha

  • Inscrições: até 13/04/2021
  • 33 vagas
  • Cargos de nível médio
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Apiacás (MT)

  • Inscrições: até 12/03/2021
  • 4 vagas
  • Salários de até R$ 4.019,46
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Baliza (GO)

  • Inscrições: até 05/03/2021
  • 43 vagas
  • Salários de até R$ 1.841,51
  • Cargos de nível fundamental e médio
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Bela Vista de Goiás (GO)

  • Inscrições: até 02/03/2021
  • 4 vagas
  • Salários de até R$ 1.500,00
  • Cargos de nível fundamental
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Bela Vista do Toldo (SC)

  • Inscrições: até 02/03/2021
  • 5 vagas
  • Salários de até R$ 2.886,15
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Benjamin Constant (AM)

  • Inscrições: até 03/03/2021
  • 172 vagas
  • Salários de até R$ 1.443,12
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Catalão (GO)

  • Inscrições: até 03/03/2021
  • 15 vagas
  • Salários de até R$ 1.600,00
  • Cargos de nível fundamental e superior
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Curvelo (MG)

  • Inscrições: até 05/03/2021
  • 10 vagas
  • Salários de até R$ 3.614,54
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Espírito Santo do Dourado (MG)

  • Inscrições: até 11/03/2021
  • 51 vagas
  • Salários de até R$ 8.312,93
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Ibiraçu (ES)

  • Inscrições: até 02/03/2021
  • 4 vagas
  • Salários de até R$ 2.190,51
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Independência (RS)

  • Inscrições: até 03/03/2021
  • 5 vagas
  • Salários de até R$ 1.546,38
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Itiquira (MT)

  • Inscrições: até 12/03/2021
  • 118vagas
  • Salários de até R$ 10.777,93
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

 

Prefeitura de Pedro Gomes (MS)

  • Inscrições: até 05/03/2021
  • 10 vagas
  • Salários de até R$ 942,02
  • Cargos de nível fundamental
  • Veja o edital

 

Prefeitura de São Bento do Sul (SC)

  • Inscrições: até 07/03/2021
  • Cadastro de reserva
  • Salários de até R$ 14.810,76
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

 

 

CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS E OPORTUNIDADES

 

Publicado no G1 - Globo

Medidas beneficiam bares, restaurantes, academias, salões de beleza e produção de eventos; comércios que faturam até R$ 30 mil mensais têm prioridade

O Governador João Doria apresentou na quarta-feira (17) um plano de apoio econômico, fiscal e tarifário a bares, restaurantes, academias, salões de beleza e produção de eventos em todo o estado de São Paulo. O pacote prioriza estabelecimentos com faturamento mensal de até R$ 30 mil e prevê novas linhas estaduais de crédito, suspensão de tarifas de abastecimento e retomada de incentivos fiscais sobre leite e carne.

“A boa notícia de hoje está ligada à área da economia e apoio aos micro e pequenos empreendedores do estado de São Paulo, bastante machucados pela pandemia ao longo deste período que começou em março do ano passado”, declarou o Governador.

A escalada sem precedentes da pandemia em 2021 levou o Governo do Estado a formular uma estratégia para proteger o comércio não essencial em meio a novas e urgentes restrições de mobilidade urbana e atividade econômica.

O Governo de São Paulo autorizou a liberação de mais R$ 100 milhões para os setores mais afetados pela pandemia em novas linhas de crédito do Desenvolve SP e do Banco do Povo. Juntas, as duas instituições financeiras estaduais ofereceram R$ 2 bilhões durante a crise do coronavírus para suporte a empreendedores.

Com o novo anúncio, micro e pequenas empresas dos segmentos dos setores mais afetados terão uma linha especial de financiamento via Desenvolve SP no valor de R$ 50 milhões, com prazo de pagamento de 60 meses, oito meses de carência e taxa de juros de 1% ao mês mais Selic, além da dispensa de Certidão Negativa de Débitos.

Os benefícios serão oferecidos em até dez dias úteis no site www.desenvolvesp.com.br . Clientes com empréstimos antigos no Desenvolve SP também serão beneficiados com adiamento de até três meses para pagamento de prestações.

Outros R$ 50 milhões serão oferecidos pelo Banco do Povo em microcrédito para capital de giro. O limite será de até R$ 10 mil, com taxa de juros de 0% a 0,35% ao mês, carência de seis meses e prazo para pagamento de até 36 meses. Os empréstimos podem ser solicitados no site www.bancodopovo.sp.gov.br.

 

Tarifas de água e gás

O Governo do Estado também vai estender a suspensão de cortes nos serviços de saneamento e gás canalizado para clientes comerciais da Sabesp, Comgás, Naturgy e Gás Brasiliano Distribuidora entre até o dia 30 de abril. O benefício vale para estabelecimentos com consumo de até 100 m³ mensais de água e de até 150 m³ por mês de gás.

Os clientes também não serão negativados por débitos registrados entre os dias 18 de fevereiro 30 de abril. Os estabelecimentos negativados por débitos durante a pandemia podem repactuar acordos e renegociar débitos mediante correção monetária, sem multas e juros. O prazo para parcelamento será de 12 meses.

 

Leite e carne com menos impostos

Para apoiar pequenos negócios e evitar o aumento dos preços ao consumidor final, o leite pasteurizado voltará a ter isenção de ICMS na venda para o comprador. A alíquota de 4,14%, que havia sido estabelecida em janeiro deste ano, deixará de ser cobrada.

No caso da carne, os estabelecimentos enquadrados no Simples Nacional, em sua maioria açougues de bairro, voltam a pagar 7% de ICMS na compra de carne para revenda – desde janeiro, a alíquota estava em 13,3% desde janeiro). Ambas as medidas valem a partir de abril.

Perdeu Alguém para a Covid? Sentiu Saudades? A pandemia está provando que os momentos de despedida, quando existem, são insuficientes para dizer como as pessoas foram importantes em nossas vidas.

Especialistas afirmam que as homenagens amenizam a dor da perda e ajudam o tempo do luto a passar com mais leveza, mesmo que muitos anos tenham se passado. Por tudo isso, as cidades e as famílias estão ganhando o Memorial Queridos para Sempre! em Homenagem às Vítimas da Covid 19. Descubra como você também pode participar dessa iniciativa.

Toda cidade tem seus Queridos para Sempre. Pessoas que deram a vida por seus familiares, ou para salvar vidas de outras famílias. Hospedado nas nuvens, o Queridos para Sempre! é um Memorial Digital que inova na forma de contar a história dessa tragédia para as futuras gerações e de prestar homenagem às vítimas da Covid 19.

O Memorial poderá ser visitado na internet (queridosparasempre.com), onde cada nome abre uma página, que as respectivas famílias completam com sua história de vida, fotos e homenagens dos amigos. Quando a pandemia acabar, quem visitar os cemitérios também vai encontrar na entrada, a placa de aço do Memorial e um código QRidos que pode ser lido com celular e internet. As listagens de cada cidade são as oficiais, fornecidas pelos órgãos públicos, cartórios ou cemitérios locais. Porém, podem ocorrer novas inclusões mediante atestados de óbito.

A pandemia do novo coronavírus é a maior tragédia da história recente do Brasil e do mundo, com efeitos trágicos para milhões de pessoas. Com a proibição de velórios e cerimônias de despedida, além das restrições à presença nos enterros, a iniciativa facilita e abre oportunidade para que os cemitérios públicos e particulares sejam a referência natural das homenagens de seus municípios em respeito às famílias.

Quem assistiu ao filme Festa no Céu - Livro da Vida, foi apresentado a três mundos: o dos "Vivos", o dos "Esquecidos" e o dos "Lembrados". O famoso desenho animado mostra o jeito mexicano de lidar com a realidade da morte, onde o mundo dos Lembrados é colorido e animado, enquanto o dos Esquecidos é cinza e triste.

 

Mais informações no email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Tecnologia - Na semana que marca um ano da pandemia do coronavírus, uma solução da tecnologia inova na forma de prestar homenagem e de contar a história dessa tragédia para as futuras gerações. Hospedado nas nuvens, o Memorial Queridos para Sempre! foi desenvolvido para que os familiares e amigos possam acessar as honras através de seus celulares, ou das placas distribuídas pelos cemitérios, instituições e diversos locais da cidade.

Toda cidade tem seus Queridos para Sempre. Pessoas que deram a vida por seus familiares, ou para salvar vidas de outras famílias. Com a proibição de velórios e restrições à presença nos enterros, os momentos de despedida provaram ser insuficientes para dizer como as pessoas foram importantes em nossas vidas. Neste sentido, especialistas afirmam que as homenagens amenizam a dor da perda e ajudam o tempo do luto a passar com mais leveza, mesmo que muitos anos tenham se passado.

O Memorial Queridos para Sempre! é uma iniciativa da startup Melhor Cidade, que nasce alinhada aos novos tempos. "As pessoas aprenderam a viver na internet e muitas não terão condições de visitar os cemitérios. Além disso, as cidades, impactadas pela crise econômica, podem eternizar a memória de seus filhos e expressar a gratidão da população, com eficiência, mínimo custo e sem necessidade de obras monumentais", garantem seus diretores.

Na internet (queridosparasempre.com), cada nome abre uma página que poderá ser completada pelas respectivas famílias com fotos, história de vida e homenagens dos amigos. As listagens de cada cidade são as oficiais, fornecidas pelos órgãos públicos, cartórios ou cemitérios locais. No entanto, novas inclusões serão possíveis mediante atestados de óbito.

Quem assistiu ao filme Festa no Céu - Livro da Vida, foi apresentado a três mundos: o dos "Vivos", o dos "Esquecidos" e o dos "Lembrados". O famoso desenho animado mostra o jeito mexicano de lidar com a realidade da morte, onde o mundo dos Lembrados é colorido e animado, enquanto o dos Esquecidos é cinza e triste.

 

Adesões: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e qridos.com/br

 

Placa de Aço Personalizada para Cemitérios Públicos e Particulares, Instituições, Empresas e Órgãos Públicos.

 

Print de uma capa de página na tela do celular.

 

 

Informações sobre participação das cidades e cemitérios, pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

 

Ninguém mais poderá dizer que uma cidade não faz nada para sair da crise do coronavirus, ou que não trabalha pela qualidade de vida das pessoas, quando de fato estiverem realizando algo.

A Rede Melhor Cidade (melhorcidade.com), vai conectar moradores, estudantes, acadêmicos, trabalhadores, empreendedores, investidores, turistas, voluntários, jornalistas, legisladores e governantes, para mostrar as ideias de sucesso que mereçam ser compartilhadas para inspirar outras cidades. Tudo que melhore a vida das pessoas, em todos os significados do termo melhor cidade, têm lugar garantido na plataforma que não tem vinculação política ou partidária.

As notícias mais esperadas são as vagas de emprego, os cursos de capacitação, crédito para pequenos negócios, além das ações para melhorar as condições de trabalho e renda, amenizar a fome, atrair investimentos, promover segurança, educação, mobilidade, saúde, cidadania, entre outros.

"O país que vive uma tragédia sanitária e econômica sem precedentes, com milhões de desaparecidos, desempregados e desalentados, precisava de um Canal de Oportunidades", afirma Edvaldo Silva, CEO da startup Melhor Cidade.

Os presentes sempre fizeram a festa da economia. Os clássicos setores da indústria, comércio e serviços movimentam trilhões de dólares em todo o mundo, mas nunca consideram a importância dos presentes no sucesso do mercado.

A boa notícia é que uma "startup" brasileira começa a dar "status" de Setor Econômico à todas as atividades ligadas ao conceito de presentes. A Rede Presente (redepresente.com.br) inova ao ampliar o ponto de vista para além do que se convencionou chamar de presente, para entender como o setor interage com as demais atividades, e impulsionar essa nova fase da economia.

Segundo a startup, este novo conceito vai ajudar na recuperação econômica das grandes e pequenas cidades, impactadas pela pandemia. Milhões de famílias vivem de fazer ou vender presentes e não sabem disso. Assim, a degustação de um doce artesanal, uma agenda no cabelereiro, um passeio na natureza, ou a compra de uma casa própria, por exemplo, na verdade são presentes para alguém, que pode ser você mesmo.


O Poder Oculto dos Presentes

Presentes são vias de mão dupla, tanto para a economia, como para psicologia. Quando alguém dá presentes, o universo responde! Se por um lado os presentes geram renda e milhões de empregos, também produzem um clima de satisfação que não tem preço!

Cientistas mostram que acontece uma troca de energias positivas para o corpo e a mente, liberando hormônios que agem nos neurônios e células, dando um novo sentido para a vida nos dias alegres ou nesses mais difíceis. Não é por acaso que a forma de agradecimento "muito obrigado" expressa o sentimento de gratidão e desejo de retribuição pela gentileza. Seria a comprovação da famosa frase "Gentileza gera Gentileza".

Tradição milenar, que não começou no natal, dar presentes é tentar fazer alguém feliz. Os povos primitivos agradavam seus pares e igualmente aos deuses. Os presentes sempre marcaram presença na mitologia e na história das religiões.

Depois os presentes evoluiram para as experiências sensoriais, para os eventos, a satisfação de desejos e metas, atendimento de necessidades, para os gestos de solidariedade, às festas de despedida de entes queridos, nos infinitos limites da criatividade.

Mas acertar na escolha é uma arte que ficou mais fácil com a internet. Somente uma plataforma poderia organizar os milhares de dados e opções que formam o Perfil de Presentes de cada pessoa. Nessas horas vale contar até com a ajuda dos astros e características dos signos.


Serviços Exclusivos

Na prática, empresas e profissionais ganham acesso à ferramentas de desenvolvimento de negócio, para garantir posições de mercado ou para ingressar nele.

O slogan "Presentes pra você! Presentes pra mim!" define os objetivos da plataforma Presentes.in (presentes.in), que promete facilitar a busca do presente ideal entre as melhores lojas, num mapa com promoções e vantagens.

É um aplicativo que não ocupa espaço, porque não precisa ser baixado. Basta entrar no site e colocar o ícone na página inicial do smartphone. Também com o leitor de QRCode do celular é possível "entrar na loja" pelo adesivo "Aqui Tem Presentes"que identifica o serviço na vitrine.

A Universidade do Presente (universidadedopresente.xyz) é outra novidade do pacote de adesão à Rede Presente. A plataforma online abrirá cursos para quem quer começar pelo abc, ou para quem procura especialização profissional na área. Por isso foi escolhido o novo .xyz entre os domínios de internet.

Participar da Rede Presente é aproveitar todos os recursos e conhecimento do tema para impulsionar as vendas da indústria, do comércio atacadista e varejista, dos prestadores de serviços e dos profissionais autônomos e artesãos. Pesquisas de mercado, estatísticas e análises de dados estarão disponíveis aos parceiros de negócio, inclusive nas datas e ocasiões.

A Revista Melhor Presente! (melhorpresente.com.br) completa a presença do projeto no meio digital, que tem redes sociais como youtube.com/TVPresente.


Oportunidades na Pandemia

Artesãos e empreendedores individuais (MEI), poderão contar com participação gratuita em vários serviços, durante a pandemia. A startup também abre oportunidades para parceiros de negócio e cadastradores de lojas em cada cidade.

 

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Mulheres trabalham em setores mais afetados e se responsabilizam mais pelos filhos e pela casa; A pandemia é part do problema; especialistas dizem como reincluir as mulheres no mercado

 

SÃO PAULO – O quadro econômico de 2020 gerou uma piora no mercado de trabalho brasileiro – e impactou as mulheres com mais força. O percentual de mulheres que estavam trabalhando ficou em 45,8% no terceiro trimestre de 2020, segundo os dados mais recentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O nível mais baixo desde 1990, quando a taxa ficou em 44,2%.

O InfoMoney conversou com economistas e especialistas em desigualdade de gênero para mostrar os principais pontos que fizeram com que a participação das mulheres atingisse o pior nível dos últimos 30 anos – e quais as alternativas para reverter esse quadro no mercado de trabalho.


Problema social, agravado pela pandemia
A desigualdade de gênero precede a pandemia de Covid-19. Os especialistas ouvidos pelo InfoMoney explicam que a chegada da pandemia apenas aprofundou um problema social já existente.

“O problema da desigualdade de gênero é estrutural. Temos toda uma construção histórica e social que permitiu e reforçou uma desigualdade no tratamento entre homens e mulheres. No Brasil, por exemplo, as mulheres passaram a votar somente em 1932. Até meados dá década de 60, as mulheres casadas precisavam da autorização legal do marido para participar do mercado de trabalho. Só em 1988, a Constituição mudou a lei e consagrou a igualdade entre homens e mulheres. Ainda assim, a desigualdade segue presente”, pontua Regina Madalozzo, professora do Insper e pesquisadora na área de economia do trabalho com foco no mercado de trabalho para as mulheres.

“Temos uma construção social de que o homem é responsável pelo provento e a mulher pelo cuidado. Existe a ideia de que mulheres não vão conseguir focar no trabalho corporativo, porque não podem ser, ao mesmo tempo, boas executivas e boas mães. O que não é verdade, se a gente viver em uma sociedade com equilíbrio de gênero em oportunidades empresariais e em cuidados com a casa, os filhos e pais idosos”, acrescenta Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora.

Mesmo sendo um problema histórico, a situação das mulheres no mercado de trabalho piorou especialmente ao longo de 2020.

Ao comparar o terceiro trimestre de 2020 com o mesmo período de 2019, a queda na parcela de mulheres que estavam no mercado de trabalho foi de 7,5 pontos percentuais (de 53,3% para 45,8%). O retrocesso foi menor entre os homens, de 6,1 pontos percentuais (de 71,8% para 65,7%).


Para Raquel Azevedo, sócia e líder de Diversidade & Inclusão da consultoria Falconi, todas as dificuldades que o Brasil já tinha para alcançar a equidade de gênero no mercado de trabalho foram expostas e aprofundadas pela pandemia.

“A desigualdade já era realidade. A mulher era mãe, dona de casa, profissional e tinha que dar conta de todas as atividades. Mas, com a pandemia, a situação de muitas mulheres ficou inconciliável. Como manter a produtividade no trabalho, ou mesmo manter o emprego, em meio ao isolamento social com as crianças integralmente em casa, sem a ajuda do parceiro? Historicamente, se alguém precisa abrir mão de um trabalho para se dedicar à casa, será a mulher e não o homem. Então, muitas deixaram o trabalho por não conseguir administrar tudo em meio à pandemia. O gap que já tínhamos ficou abissal”, afirma Raquel.

Para entender os efeitos da pandemia na participação das mulheres no mercado de trabalho, é preciso compreender como a taxa de participação é calculada. Jefferson Mariano, analista socioeconômico do IBGE, explica que a conta é feita da seguinte maneira: o número de mulheres inseridas no mercado de trabalho (com 14 anos ou mais) dividido pelo número total de pessoas do sexo feminino (também com 14 anos ou mais) vezes 100.

“A taxa de participação apresentou queda porque o número de mulheres inseridas no mercado de trabalho caiu, principalmente devido aos efeitos causados pela pandemia”, explica Mariano. Vale lembrar que os dados do Ipea são baseados na Pnad Contínua, pesquisa do IBGE que aborda o mercado de trabalho.

 

Por que mais mulheres saíram do mercado?
Os especialistas elencaram alguns motivos que levaram à menor da presença das mulheres no mercado de trabalho.

Lucas Assis, economista da consultoria Tendências, afirma que a segregação ocupacional ficou ainda mais evidente porque as atividades que geralmente são ocupadas por mulheres foram mais afetadas na pandemia. “Entre esses empregos estão serviços domésticos, comércio e serviços, por exemplo. Já atividades que majoritariamente são ocupadas por homens, como a construção civil, foram muito mais resilientes durante 2020”, diz o economista.

Regina, do Insper, acrescenta que a segregação ocupacional também é um problema estrutural. “Essa divisão nas áreas de atuação foi incentivada no passado e ainda hoje coloca as pessoas em caixas. Há muito mais mulheres em salões de beleza, como cabelereiras e manicures; nas áreas de limpeza doméstica e de empresas; no turismo; e em comércios e serviços em geral. Os homens representam muito pouco da força de trabalho nesses segmentos”, diz.

Segundo dados do Ipea, as categorias em que há mais mulheres trabalhando foram as que mais perderam população ocupada. Em alojamento e alimentação, categoria em que 58,3% dos profissionais são mulheres, a queda foi de 51%. Nos serviços domésticos, em que 85,7% dos profissionais ocupados são mulheres, a queda foi de 46,2%. Em educação, saúde e serviços sociais, a queda foi de 33,4%. 76,4% dos profissionais da área são mulheres.

“A lógica está dada: os setores que mais sofreram na pandemia são os que menos contratam. E, se esses setores contam com mais mulheres em suas estruturas, essa população é mais afetada”, conclui Assis.

A suspensão das aulas nas escolas também impactou diretamente as mulheres no mercado de trabalho. O resultado aparece em números: entre as mulheres com filhos de até dez anos, a parcela que estava trabalhando caiu 7,8 pontos percentuais, de 58,2% para 50,4%, do terceiro trimestre de 2019 para o terceiro trimestre de 2020 – acima da redução de 7,5 p.p. da média geral das mulheres. Entre os homens com crianças de até dez anos em casa, a queda foi de 4,2 pontos percentuais no mesmo período.

“A divisão desigual no cuidado das crianças impactou a taxa de participação de diversas maneiras. Muitas mulheres se demitiram para conseguir cuidar dos filhos. Outras ficaram sem tempo para conseguir focar na busca por um emprego, dada a responsabilidade extra em casa. Ainda, uma parte optou por não procurar emprego porque se dedicou aos cuidados domésticos”, explica Marcos Hecksher, pesquisador do Ipea.

Segundo Dani Junco, fundadora da B2Mamy, empresa que capacita e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia, a “punição pela maternidade” se intensificou durante a pandemia. “O último ano foi um pesadelo para as mães. No esquema de home office e com escolas fechadas, acumulamos ao mesmo tempo cuidados com filhos, casa e trabalho. Muitas mulheres colocaram o pé no freio da geração de renda, seja pela demissão ou por terem de assumir as tarefas domésticas”, diz Dani.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostrou que 7 milhões de mulheres deixaram o mercado de trabalho na segunda quinzena de março, logo no começo da pandemia, ante 5 milhões de homens. A situação também é difícil para as que têm um trabalho. Segundo uma pesquisa do Datafolha, divulgada em agosto de 2020, 57% das mulheres que passaram a trabalhar remotamente disseram ter acumulado a maior parte dos cuidados domésticos. Entre homens, o percentual foi de 21%. Ainda segundo a pesquisa, intitulada “Sem parar: o trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, metade das mulheres se responsabilizou pelo cuidado de outra pessoa ou ofereceu algum tipo de apoio, seja um familiar (80,6%), um amigo (24%) ou um vizinho (11%).

Por fim, outro fator que pode ter reduzido a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho foi o auxílio emergencial. “O benefício ajudou financeiramente muitas famílias e de certa forma incentivou milhares de pessoas a ficar em casa e não procurar emprego. No caso de mães chefes de família, o benefício foi em dobro. Por isso, com as parcelas do auxílio, algumas mulheres de baixa renda optaram por não trabalhar e não procurar trabalho, já que precisavam cuidar dos filhos e tinham como manter o orçamento. Nesse contexto, elas ficaram fora das estatísticas de emprego e participação”, explica Hecksher.

Regina, do Insper, concorda que o auxílio pode ter levado algumas mulheres a não precisar buscar um emprego, ou não tão rápido – ainda mais durante a pandemia. “Mas somente o auxílio não foi suficiente para afastar as mulheres do mercado. A meu ver, a saída das mulheres do mercado de trabalho tem muito mais relação com essa desigualdade nas responsabilidades domésticas, que são mal divididas entre elas e os homens”, diz.

 

Subutilização: futuro não é animador
É importante também observar a taxa composta de subutilização da força de trabalho, outro dado que corrobora os motivos citados pelos especialistas.

Essa taxa, divulgada pelo IBGE, é composta pelas pessoas subocupadas por insuficiência de horas, ou seja, quem trabalha menos de 40 horas por semana e que estaria disponível para trabalhar mais tempo; pelos desocupados, que são pessoas desempregadas mas que estão procurando trabalho; e pela força de trabalho potencial, pessoas que poderiam estar trabalhando, mas não estão e não estão procurando. Segundo Mariano, do IBGE, essa taxa traz um retrato mais acurado do mercado do que a taxa de desemprego, por levar em consideração mais grupos.

De acordo com dados do IBGE, a taxa de subutilização entre as mulheres ficou em 36% no terceiro trimestre de 2020, recorde da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Já a dos homens ficou em 25,5% no mesmo período.

“A diferença de mais de dez pontos percentuais e o recorde na taxa das mulheres foram impulsionados, principalmente, pela força de trabalho potencial. São mulheres que estão fora do mercado e que não estão procurando emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar. Isso aconteceu justamente pelas responsabilidades dobradas em casa, com os filhos, e pelo auxílio emergencial, que ajudou no sustento da família e possibilitou que essas mulheres ficassem em casa”, explica Assis.

O número de mulheres na força de trabalho potencial aumentou 60,8% entre o terceiro trimestre de 2019 e o mesmo período de 2020. Enquanto isso, o número de mulheres desocupadas cresceu apenas 7,6%, segundo os dados do IBGE. “Por diversos motivos, esse grupo de mulheres deixou de procurar emprego, ficando fora da estatística de desocupadas – já que não estavam procurando trabalho – e puxando a taxa de participação total das mulheres para baixo”, diz o economista da Tendências.

Regina, do Insper, lembra que dentro desse grupo estão também mulheres que não tiveram condições de ofertar sua mão de obra. “Com tantas responsabilidades domésticas, não conseguiram trabalhar. Outra parte das mulheres acreditou que não encontraria emprego, seja pela falta de oportunidades próximas, ou pela falta de experiência, então nem procurou para evitar a frustração. Agora, com o avanço das vacinas, precisamos ficar de olho em como e se essas mulheres vão voltar para o mercado”, explica.

Os especialistas entendem que as mulheres ainda devem demorar para conseguir retomar seus cargos no mercado de trabalho. Para Assis, com o cenário ainda incerto, a oferta de vagas segue limitada e o mercado não vai conseguir absorver todas as mulheres que saíram da força de trabalho no ano passado.

“Há uma expectativa de melhora gradual no cenário, mas ainda passaremos por um período complicado no mercado de trabalho, com falta de vagas”, diz Assis. “O que vamos ver neste início de 2021: muitas mulheres vão buscar emprego, impulsionadas pelo fim do auxílio emergencial, pela reabertura das escolas e pelo avanço da vacina. Assim, voltarão a compor o grupo de desocupados”. A taxa de desemprego, que atingiu recorde de 14,6% no terceiro trimestre de 2020, pode subir ainda mais.

Hecksher, do Ipea, entende que o auxílio emergencial ajudou a estimular a economia e o fim do benefício vai marcar também um período de menor consumo da população e, por consequência, menos contratações. “Com o fim de auxílio, vamos ver um aumento na quantidade de pessoas oferecendo mão de obra. Mas, ao mesmo tempo, uma desaceleração na demanda por essa mesma mão de obra, porque o dinheiro deixou de circular”, afirma.

A professora do Insper acredita que apenas com o fim da pandemia as mulheres conseguirão recuperar seus empregos e a taxa de participação voltará a subir. “Sem o fim da pandemia, é muito difícil inserir as mulheres no mercado novamente. É a pandemia que ainda as impossibilita de sair de casa – as vagas abertas, geralmente, são para empregos que exigem deslocamento. O pontapé inicial da mudança são as vacinas. Mas, até a população ser imunizada, temos um longo caminho”, finaliza.

 

Como reincluir mulheres no mercado?
Para especialistas ouvidos pelo InfoMoney, as empresas precisam sair do discurso e partir para a ação quando o assunto é igualdade de gênero no mercado de trabalho.

Uma primeira prática é tornar o próprio ambiente de trabalho mais inclusivo. A fundadora da B2Mamy cita, por exemplo, a importância de um espaço para mães deixarem e eventualmente visitarem seus filhos pequenos com segurança. “Um coworking baby friendly é um benefício corporativo que faz diferença para elas subirem na carreira. Uma escola integral custa muito mais, e a conta não fecha para muitas mães”, diz.

Outra atitude que ajuda a equilibrar as contas é promover o trabalho remoto. A modalidade ganhou força na pandemia – mas precisa ser revisada para de fato ajudar na igualdade de gênero. “O home office tem algumas pegadinhas, como empresas que não cedem estruturada adequada ou que não respeitam horários combinados de trabalho. Essa dinâmica de expediente em casa ainda não é bem entendida e precisa de regras”, alerta Ana, da Rede Mulher Empreendedora.

Mais uma ação que favoreceria todos os funcionários seria a equiparação entre tempo de licença-maternidade e de licença-paternidade, unificadas na expressão “licença-parental”. “Adotar essa terminologia tira a responsabilidade apenas da mulher de cuidar da criança e torna a família responsável. Pai ou mãe então equilibram o tempo que cada um passa com o filho”, explica Ana. Alguns países que equiparam licença-maternidade e paternidade são Espanha, Islândia e Suécia.

Depois, o foco deve estar em levar mais mulheres para o topo das organizações. “As mulheres conquistaram o mercado de trabalho até a média gerência, mas ainda não estão nas posições de poder. Fica implícito que ela não pode sonhar em ser uma grande executiva, porque algum dia pode decidir ser mãe”, diz Ana. A Pesquisa Panorama Mulher, feita pelo Insper e pela consultoria Talenses em 2019, mostrou que 26% das posições de diretoria são ocupadas por mulheres – apenas 13% delas ocupam a presidência de negócios.

Segundo a pesquisa, a presidência exercida por uma mulher aumenta em 4 vezes a chance de ter outra mulher em cargos de conselho e em 2,5 vezes a chance de presença feminina na liderança operacional.

 

Ações em curso
Nos EUA, alguns passos já foram dados nessa direção: todas as empresas do S&P 500, índice em que as 500 maiores empresas dos EUA estão listadas, possuem pelo menos uma mulher em seus conselhos de administração.

Por aqui, outras empresas estão investindo em aumentar sua força de trabalho feminina em todas as posições. O grupo XP Inc., por exemplo, firmou um compromisso público de ter pelo menos 50% de mulheres em seu quadro de colaboradores em todos os níveis hierárquicos até 2025. Empresas como O Boticário também trabalham com metas e planos de diversidade para incluir mais mulheres em seu corpo de funcionários. Outro exemplo é o da Coca-Cola Brasil, que assumiu o compromisso interno, em 2011, de ter 50% dos cargos de liderança ocupados por mulheres até 2020 – e a meta foi atingida no ano passado.

Sobre ações tomadas pelas próprias executivas, a confiança ainda precisa ser trabalhada. O Informe de Percepção de Gênero, estudo feito pelo LinkedIn em 2019, mostrou que as mulheres sentem que devem cumprir 100% dos requisitos para se candidatar a uma vaga, ante 60% dos requisitos no caso dos homens.

“Precisamos mostrar que as mulheres devem investir em autodesenvolvimento e em correr mais riscos”, diz Jhenyffer Coutinho, fundadora da Se Candidate, Mulher!, empresa de capacitação comportamental para processos seletivos. Assim, poderão explorar outras áreas profissionais, participar de processos seletivos e desenhar uma carreira pensando no longo prazo.

 

Empreendedorismo como um (difícil) caminho
As mulheres representam 50% dos empreendedores em estágio inicial e 43,5% dos empreendedores estabelecidos no Brasil, segundo o estudo Global Entrepreneurship Monitor de 2019. Apesar da grande representação, a vida das mulheres empreendedoras não é fácil.

“O empreendedorismo é fundamental, porque as mulheres podem construir algo em que acreditam. Mas é importante não ‘glamourizar’ a jornada”, alerta Ana, da Rede Mulher Empreendedora. “É muito comum ouvir a celebração da flexibilidade, mas você muitas vezes trabalha ainda mais e em horários não convencionais ao se tornar empreendedora. Esse é apenas um dos obstáculos.”

Natália Lazarini ecoa o alerta sobre a ilusão de flexibilidade. Cofundadora da rede de networking Confraria do Empreendedor, a executiva que virou empreendedora tem um filho de dois anos e está grávida do segundo. “É mais difícil separar o lado pessoal do profissional quando você empreende. São seus projetos e eles dependem da sua entrega, então a carga horária pode ser ainda maior”, diz Natália. “Empreendedoras que abrem um negócio apenas pensando em flexibilidade e em ganhar mais um dinheiro podem acabar se desmotivando e criando negócios que não duram. Não é uma jornada fácil.”

Natália afirma que o primeiro passo para mulheres que querem abrir um negócio é identificar seu perfil empreendedor – o que pode ser um desafio para as que estão no mercado corporativo e têm estabilidade no emprego. “Veja se você é eclética e gosta de desafios. Por exemplo, eu pensava em projetos mesmo quando eu era funcionária. A Confraria do Empreendedor surgiu como algo paralelo, mas virou meu projeto principal.”

Ela também recomenda fazer um planejamento que considere família e negócios. “O mercado corporativo dá segurança financeira. Já ao empreender, demora para chegar a um valor bom de pró-labore. Para não ficar no negativo diante de qualquer prejuízo, crie planos A, B e C. Se chegar uma crise, se um investimento não acontecer, o que você vai fazer?”, exemplifica Natália.

Já Ana aconselha buscar informações e problemas a serem resolvidos. Ao criar uma solução, comece pequeno: invista o mínimo possível e faça testes constantes. Outro passo é procurar redes de apoio e mentoras. “Fazer relacionamentos é fundamental, porque ajuda a reduzir a chance de erros comuns”, diz a fundadora da Rede Mulher Empreendedora.

Mais um desafio para as mulheres é aumentar a participação em negócios de tecnologia. Segundo a plataforma de inovação Distrito, a participação de mulheres como sócias de startups fica entre 11% (fintechs) e 25% (legaltechs) do total de negócios escaláveis, inovadores e tecnológicos. Algumas entidades que promovem capacitação em tecnologia para mulheres são B2Mamy/Womb, PrograMaria, Reprograma e Women TechMakers.

Ainda falando de startups, há também o desafio de captar investimentos. “Os boards dos fundos são extremamente masculinos, e muitas vezes não apoiam negócios que podem ser excelentes. Precisamos de mais mulheres investidoras”, diz Dani Junco. O International Finance Corporation (braço do Banco Mundial) afirma que apenas 8% dos fundos de Private Equity ou Venture Capital na América Latina têm mulheres na liderança. Em 2019, apenas US$ 20 bilhões (13% dos recursos) foram aportados mundialmente em startups fundadas e cofundadas por empreendedoras. No Brasil, alguns fundos que apostam em investimentos por e para mulheres são WE Ventures e Wishe Capital.

 

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