"S" de Igualdade: O Maior Desafio do ESG no Brasil.

Iniciativa mostra como Empresas e Municípios estão vencendo o Maior Desafio do ESG no Brasil: Criar Condições de Igualdade para Brancos e Negros!

 

Por mais paradoxal que possa parecer, a pandemia da Covid 19 teve um lado bom. Serviu para mobilizar redes de solidariedade por todas as partes, e fez cair a máscara do racismo velado que reina no Brasil desde os tempos do Império.

Com a economia em queda, passou a valer a máxima caipira do instinto de sobrevivência: "Farinha pouca, meu pirão primeiro". Como se o nascer branco garantisse direitos absolutos sobre as outras raças, essas diferenças foram evidenciadas em todos os sentidos, continuando uma história de 400 anos de invasões, escravizações, injustiças e desprezo racial.

No início do surto, o novo coronavírus pareceu não poupar ninguém: todos estariam igualmente expostos à doença. Não demorou muito para que dados derrubassem o equívoco e escancarassem o impacto das desigualdades sociais na prevenção e propagação da pandemia. Pretos ou pardos das periferias estavam ainda 73,5% mais expostos ao risco, por viverem em domicílios de condições precárias, muitas vezes sem água e aglomerados; por dependerem de ganhos diários e não conseguirem "ficar ou trabalhar em casa"; por serem obrigados aos transportes coletivos superlotados; por sofrerem mais com diabetes, hipertensão e asma, doenças que pioram o quadro, principalmente quando falta alimentação básica. Não bastasse tudo isso, a falta de acesso às tecnologias da internet rápida para as aulas à distância, está garantindo aos brancos uma vantagem extra de muitos anos nessa "corrida meritocrática" pelos empregos. Aliás, as vagas que sobrarem, quando sobrarem, e nas condições que vierem.

A Crise Vai Passar! Mas porque a vida começa, acontece e termina nas cidades, muitas delas estarão arrasadas e as pessoas em busca de esperanças perdidas. Tão destruidora quanto uma guerra mundial, a Covid-19 impactou de morte também a economia dos municípios e abriu caminhos para a chamada Economia Verde.

 

ECONOMIA VERDE

Somos a startup Melhor Cidade (melhorcidade.com), a primeira criada para acelerar a economia verde nas cidades brasileiras. Sem qualquer vinculação política ou partidária.

Por definição, Economia Verde é a estratégia de Desenvolvimento Econômico feito com Mínimo Impacto Ambiental e Máximo Impacto Social, formando um triângulo de lados iguais. Segundo a ONU, através do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), “resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz os riscos ambientais e a escassez de recursos”.

Parece que desta vez o mundo entendeu, no bolso, que é possível minimizar o risco de novas pandemias e evitar os efeitos das mudanças climáticas, apenas preservando os ecossistemas, dizem os cientistas do clima.

Neste momento a mobilização é global. Porque na retomada da economia, os negócios verdes podem abrir um mercado do tamanho do planeta, para grandes e pequenos.

O Brasil está diante da maior oportunidade de mudar seu patamar econômico e social, começando pelo desenvolvimento sustentável de suas cidades. Mas, como no caso das vacinas, é preciso correr porque os investidores que controlam as maiores fortunas do planeta buscam por "economias verdes".

Novos investidores chegam ao mercado à procura de opções sustentáveis em todos os setores. Marcas líderes estão se reposicionando para sobreviver à infidelidade e aos boicotes das novas relações de consumo. Empresas que agregam valor ecológico em seus processos de produção e de serviços, com ética e sem artifícios de marketing, conseguem cada vez mais clientes e investidores. Governantes já “aceitam” pensar verde, provando que o poder financeiro será a arma imbatível na guerra contra as mudanças climáticas.

A União Europeia reconheceu que o mercado de investimentos verdes é uma das áreas de crescimento mais rápido no setor de finanças. Saiu na frente e estabeleceu regras para acesso ao tesouro de dezenas de trilhões de dólares disponíveis no mundo para projetos e negócios sustentáveis. Nos Estados Unidos, o presidente Biden decidiu gerar milhões de empregos verdes, liderando um movimento irreversível.

Mas a melhor notícia para os investidores da nova economia foi a criação do ESG, poderosa ferramenta para seleção das opções, cuja sigla internacional traduz Sustentabilidade Ambiental, Igualdade Social e Governança Corporativa.

Empresas de todos os continentes já trabalham seus riscos e vantagens competitivas com o ESG. O lado mais conhecido e menos polêmico é o Ambiental. Porém, mesmo nos países ricos, o lado Social do tripé sofre de interpretações e adaptações conforme a organização.

 

 

O DNA DO ESG BRASILEIRO

Novo no negócio, porém, o Brasil vai se apresentando como um grande desafio para a aplicação do ESG. Por aqui o meio ambiente, representado pela Amazônia e seus povos indígenas, sofre ataques deliberados de setores organizados, sob graves denúncias de aquiescência. Neste cenário, a Governança Corporativa ensaia passos cambaleantes e heróicos. E o lado Social enfrenta o desafio de vencer as consequências estruturais do longo passado escravagista que permanecem até hoje, isto é, o racismo continua assumindo diversas formas de manifestação.

Para entender, o Brasil tem a 2ª maior população negra do mundo, e foi o último país das Américas a abolir oficialmente a escravatura, em 1888. Apesar de representarem 56,1 % da população, pretos e pardos enfrentam severas desvantagens em relação aos brancos, particularmente quanto aos indicadores: "mercado de trabalho, distribuição de rendimento e condições de moradia, educação, violência e representação política". O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também aponta que as desigualdades étnico-raciais "têm origens históricas e são persistentes".

Quanto às perspectivas de mudança, basta saber que apesar de representarem mais da metade da população, as pessoas negras continuam longe dos poderes de decisão.

Assim, é preciso aceitar que a desigualdade racial seja a raiz dos problemas sociais do Brasil, e entender que a decisão de propor soluções exige coragem das empresas. Mas o reconhecimento de investidores e de consumidores é certo.

As primeiras iniciativas práticas para resolver o "S" do ESG brasileiro chegam pelas mãos de grandes corporações, como a internacional AMBEV e brasileiríssima MAGAZINE LUIZA, que anunciam programas de contratações e capacitação gerencial de seus recursos humanos.

 

CIDADES SÃO AMBIENTES DE VALIDAÇÃO DO ESG

Investir em benefícios para os funcionários, garantir cumprimento de leis trabalhistas, lidar eticamente com fornecedores, entre outras particularidades, parece ser apenas superficial na realidade brasileira. Para melhorar o desempenho da própria economia, e também do país, é preciso considerar fatores sociais que interferem na vida dos empregados, das famílias, das comunidades, das cidades.

Os municípios são células de estados e países. Tudo diz respeito à vida nas cidades, até as decisões erradas que impactam a vida das pessoas. O tema é envolvente, porque todos temos as nossas cidades do coração e as defendemos com unhas e dentes: a que nascemos, e as que escolhemos para viver, estudar, trabalhar, investir, passear...

Descobrimos que as cidades são o ambiente perfeito para validação dos fatores ESG, porque nelas vivem todas as partes e interesses da metodologia global.

Organizações que adotam os critéios ESG impactam positivamente suas cidades. Boas decisões ambientais e sociais ultrapassam os limites das instalações físicas e alcançam a desejada responsabilidade corporativa.

Abrimos espaço para as experiências de sucesso dos negócios que decidem vencer o Desafio "S" de Igualdade. Sejam na forma de políticas antiracismo, programa de oportunidades, capacitação para o mercado das profissões do futuro, treinamento para os empregos verdes, educação para a igualdade de direitos, ou tudo que a criatividade consiga incorporar ao ESG brasileiro.

ESG com "S" de Igualdade é a vacina de alta eficácia contra a volta da escravidão.

 

Visite o Especial Imobilidade Social

 

 

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Última modificação em Domingo, 19 Setembro 2021 05:28
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