Vai começar o Movimento de Transição Pacífica para a Economia Verde no Brasil

Vem da iniciativa privada a primeira reação aos tímidos resultados da COP26 e às alarmantes notícias da destruição da Amazônia. A plataforma MelhorCidade.com anunciou o Movimento de Transição Pacífica para a Economia Verde, começando pelas cidades, todas ameaçadas pelos efeitos das mudanças climáticas e pelos impactos da pandemia. Aproveitar as infinitas possibilidades da nova economia ficará mais fácil para quem vive ou empreende nos 5.570 municípios brasileiros.


Enquanto furacões, inundações, incêndios e outros efeitos climáticos extremos pareciam distantes filmes de ficção, o assunto era "coisa de ecochato" lá na amazônia, lá no planeta terra. "Mas o problema se mudou para o nosso endereço depois do coronavírus, da impensável crise hídrica, dos impagáveis boletos da energia e dos absurdos preços dos alimentos em terras produtivas. Agora que as pessoas descobriram que tudo isso tem relação com a natureza atacada e desprezada, "ser verde" nunca mais será considerado modismo.


Segundo os coordenadores, acelerar a economia verde é um movimento que considera o claro recado dos jovens e adultos de todas as idades e classes quando dizem: "Também somos donos da natureza que estão roubando de nossos filhos e netos. Também somos donos do dinheiro que financia a destruição do ambiente. Estamos cansados de só pagar a conta. Queremos ações afirmativas das empresas, governos e instituições".



Dinheiro verde para empresas verdes, cidades verdes e empregos verdes

Como nos antídotos fabricados com o próprio veneno, especialistas reconhecem que o maior motivador das boas relações com a natureza sejam os recursos financeiros dos investidores e dos consumidores.

Compradores internacionais preparam o sinal vermelho para tudo que venha das nossas áreas desmatadas, incluindo as madeiras, as carnes e a soja "pintadas de verde". Porém, desde 2020, durante o Forum Econômico Mundial, os gestores das maiores fortunas do planeta "gritam" que o futuro da economia deve ser verde ou os prejuízos serão incalculáveis. A União Europeia saiu na frente e estabeleceu critérios para acesso aos mais de 30 trilhões de dólares disponíveis para projetos sustentáveis, públicos ou privados. Apesar da adesão voluntária, a sigla internacional ESG ganhou força de lei e passou a "significar" boas referências ambientais, sociais e de gestão para receber investimentos da nova economia.

Neste momento a mobilização é global, porque na era da economia verde turbinada com os critérios ESG, quem não está dentro, está literalmente fora do mercado. "E que ninguém se preocupe com eventuais ameaças de desemprego em massa, porque ninguém nem os ricos rasgam dinheiro. Novos empregos verdes e decentes já são criados todos os dias", garantem.

De olho na imagem e nos investidores, as melhores empresas e cidades temem ser confundidas e receberem o carimbo de "inimigas da natureza". Assim, nas primeiras ações práticas, o Movimento promete separar as marcas verdes, das outras. Entre as inovações anunciadas pela plataforma estão diversas ferramentas gratuitas para formação do novo mercado e geração de negócios, para transformação das cidades em ambientes de validação do ESG das empresas, e para conexão dos talentos verdes aos empregos verdes. Através de parcerias, as experiências de sucesso dos gestores podem inspirar outras cidades, além de alimentar o mapa das oportunidades locais e regionais.

Segundo o jornalista Edvaldo Silva, facilitador do movimento, as ações foram planejadas sem passeatas e sem partidos políticos. Além dos gestores locais, serão convidados os "verdes" de todas as cores, as lideranças empresariais e as instituições que trabalham para melhorar a vida das pessoas em suas próprias cidades. "Vamos mostrar como o consumidor pode usar seus superpoderes para sair de situações insustentáveis, de forma pacífica e sem ódio", afirma.

"Os maus exemplos estão espalhados pelo país. A boa notícia é que administradores com visão de futuro entenderam o sentido de urgência e decidiram não esperar. Líderes desenvolvem e incentivam ideias que estão salvando vidas, preservando ambientes, gerando empregos, promovendo igualdade e mudando o final da história. Faltava mostrar tudo isso num só lugar e ensinar como "separar o joio do trigo", ou como deletar as "green fake news". Melhor Cidade será o ponto de encontro de todas as partes que combinam geração de riqueza com preservação da natureza. A solução definitiva para a Amazônia e tudo que ela representa está no bolso (dos consumidores) e na Bolsa (dos investidores)", termina Edvaldo.

 

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Última modificação em Quarta, 24 Novembro 2021 16:26
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