A inauguração do Parque Municipal Augusta - Prefeito Bruno Covas, após mais de duas décadas de disputas judiciais em São Paulo, representa muito mais que os 23 mil metros quadrados (quase duas quadras e meia) de lazer e cultura, abertos à população no coração da maior cidade do país.

A festa, que reuniu milhares de moradores e autoridades num sábado de sol em fim de pandemia, comemorou a conquista da última reserva de vida verde para humanos, animais e vegetais daquela região. Aliás, de uma área que poderia não ter resistido aos planos dos proprietários de transformar o oásis em condomínios privados.

Porém, o que outras comunidades e cidades precisam saber, é que por trás das muitas manifestações de apoio e divergência sobre diferentes pontos de vista, desde o projeto, foi escrito um verdadeiro manual de boas práticas e lições de como garantir a preservação das poucas áreas verdes remanescentes nas grandes e médias cidades.

Naturalmente as primeiras páginas foram escritas pelos que tiveram a ideia e reuniram outros simpatizantes. Depois vieram os apoiadores de diferentes áreas e igualmente essenciais para vencer as resistências externas e até as internas. É neste ponto que nascem e morrem muitos projetos de iniciativa popular.

Então chegaram outras cabeças, braços e pernas voluntárias. E tantas forças se juntaram aos idealistas do Parque Augusta, que a oposição finalmente perdeu na balança de pesos e entregou os pontos.

Uma longa mobilização nos anos 70, levou a Prefeitura de São Paulo a declarar a área de utilidade pública com vistas à construção de um jardim. Os então proprietários conseguiram reverter por diversas vezes, mas no ano 2000 que moradores decidiram pleitear a construção de um parque e começaram a organizar abaixo-assinados, abraços coletivos ao terreno, eventos como piqueniques e a levantar documentos referentes à regularização do terreno. Descobriram, por exemplo, que a escritura determinava a existência de uma "servidão de passagem" entre as ruas Marques de Paranaguá e Caio Prado, ou seja, uma passagem aberta ao público limitaria o uso do terreno para empreendimentos.

Alguns leitores mais apressados poderiam pular direto para o capítulo final, mas perderiam justamente a parte que detalha todas as articulações, os acordos, os avanços, os recuos, as vitórias, as frustrações, as estratégias, as boas notícias e as que fariam qualquer um desistir.

A parte imperdível deste Manual de Cidadania mostra, também, que o bom resultado veio somente depois que fortes argumentos convenceram e envolveram representantes do legislativo, do judiciário e o próprio prefeito. É o que se chama de Adesão ao Projeto, fase que só acontece quando todos conseguem se ver como Pais da Ideia. E se esses diferentes pilares não atuarem juntos para suportarem a construção, a boa ideia termina engavetada ou no chão, como na maioria das ideias brilhantes.

Diante do exemplar sucesso alcançado por todos que se uniram pelo Parque Augusta, toda divergência do passado é prova de maturidade e de democracia; todas as homenagem são provas de reconhecimento e gratidão aos pilares, tijolos e grãos de areia dessa obra que mudou o final da história.

Edvaldo Silva (Editor)

 

 


Governo Municipal e Estadual juntos

Em sua fala, o prefeito Ricardo Nunes declarou que “com a inauguração do Parque Augusta Prefeito Bruno Covas, a cidade passa a contar com 111 parques. Ele representa o desejo da população. É o terceiro que entregamos e vamos entregar ainda mais quatro, conforme previsto no Plano de Metas”.

A área passou a ser propriedade do poder público municipal em 2019, por decisão do então prefeito, Bruno Covas, que também foi secretário do Meio Ambiente.

O custo de cerca de R$ 11 milhões foi totalmente pago pelas construtoras Setin e Cyrela, proprietárias do terreno até 2019. A participação do Promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Estado de São Paulo, Dr. Silvio Marques, foi fundamental para a mediação do acordo de transferência do potencial construtivo para outras regiões da cidade.

Para o vice-governador Rodrigo Garcia, representando o governador João Doria, o novo espaço é o resultado do esforço da sociedade civil, poderes público e Legislativo, em nome do bem comum. “É fruto de muita luta, democracia, resiliência, perseverança, respeito ao contraditório e, acima de tudo, convicção. Se hoje São Paulo conta com mais esse parque é por conta do trabalho de todos. É um presente para a cidade de São Paulo”, afirmou.

 


Vereador Nomura, o autor da Lei

O projeto de lei que criou o Parque Augusta em 2006 é de autoria do vereador Aurélio Nomura, em coautoria com o ex-vereador Juscelino Gadelha, com o objetivo de preservar a última área verde em pleno centro da Capital. Sancionado em 2013, ganhou a coautoria de outros nove parlamentares.

Em seus pronunciamentos, Nomura lembra que "o novo ícone da cidade representa a conquista de um sonho acalentado pelos moradores e ativistas durante 20 anos. Mostra que com resiliência podemos conquistar nossos objetivos”, disse o vereador. "O parque só foi possível com a união de cidadãos, liderada pela advogada Celia Marcondes, presidente da Sociedade dos Amigos e Moradores do Cerqueira César, pelo reconhecimento do mérito e necessidade pelo Ministério Público, através do Procurador de Justiça, Silvio Antonio Marques, pelo apoio incondicional dos secretários Gilberto Natalini e Eduardo de Castro, da coordenadora da Gestão de Parques e Biodiversidade Municipal (CGPABI), Tamires Carla de Oliveira , mas, principalmente, pelo engajamento e vontade política do então prefeito Bruno Covas e da Câmara Municipal”, lembrou.

Clique na imagem acima para assistir ao Vídeo

 

 

 

Íntegra do discurso de Ana Claudia Banin, representante do Conselho Gestor do Parque

Bom dia, bem vindos ao Parque Augusta. Meu nome é Ana Banin e fui escolhida como representante do Conselho do Parque Augusta para ler esta mensagem, que não é de minha autoria pessoal. Ela foi desenvolvida de forma colaborativa pelos conselheiros do Parque Augusta.

Este conselho foi eleito em processo legítimo e conta com representantes de diferentes segmentos da população, compondo-se como um conselho heterogêneo e amplo em pessoas e ideias. Sendo assim, gostaria de falar algumas palavras sobre o Parque Augusta.

Este parque que hoje está sendo entregue à população de São Paulo foi, no passado, propriedade de uma rica família. Ele era parte de uma chácara e foi vendido a uma congregação cristã que aqui fundou um colégio. Desde essa época, o livre acesso ao bosque do terreno era assegurado à população. A própria administração pública em 1973 entendeu que a área seria de interesse popular. Mesmo assim, nas últimas décadas houve diversas tentativas de emplacar construções nesta área e subverter o seu interesse público. E também há décadas, diversos grupos de pessoas, coletivos e associações vêm reivindicando o que já era um direito de todos: a sua transformação em um parque público municipal.

O Parque Augusta tem uma história única. Não nos foi dado, nem criado pelos caminhos convencionais. Ele foi arduamente conquistado por meio de uma luta popular que durou décadas e obrigou o poder público e judiciário a estabelecerem novas possibilidades de municipalização de áreas de interesse público. Por meio de manifestações, picnics, festivais, ocupação do terreno, aulas públicas, judicialização da causa, muitas reuniões, assembleias e encontros, finalmente o parque existe. Ativistas chegaram a ser criminalizados por lutarem pelo parque. Por tudo isso, ele se tornou um símbolo de luta pelo direito à cidade. Ele representa o inconformismo e o poder de transformação popular que exige seus direitos e se opõe a interesses privatistas. E, pelo sucesso obtido, hoje podemos dizer que é uma referência para que outras pessoas possam lutar por mais espaços verdes e de lazer na cidade.

Uma vez transformado em equipamento público, sua função social prevê que seja um espaço de lazer, fruição, encontro, cultura, educação, prática de esportes, e que contemple em seu cotidiano ações permanentes de arqueologia, sendo um dos primeiros parques arqueológicos urbanos do Brasil. A partir deste espaço, podemos reconhecer nosso passado, vivenciar de forma mais digna o nosso presente e construir nosso futuro.

Como espaço popular e democrático, é um lugar no qual não devem se sobrepor quaisquer referências a grupos políticos, sociais, ideológicos ou religiosos - se assim fosse, não seria popular. É por isso que nós conselheiros recebemos e endossamos diversas manifestações populares para que o Parque Augusta siga sendo chamado somente de Parque Augusta, pois como tal ele nasceu e para todos nós ele é e continuará sendo sempre Parque Augusta.

Existe uma reivindicação muito grande por parte de diversas culturas, especialmente dos povos originários, de fazerem parte deste espaço, por sua ligação com a terra, com a natureza, de uma forma que o homem urbano há muito perdeu. A importância do contato do ser humano com a natureza transcende o simples conceito de lazer, abrangendo a saúde física e mental das pessoas. Isso em um tempo em que experimentamos a sensação de ficarmos enjaulados em nossas casas, privados inclusive do contato com pessoas queridas. O ensinamento original destas culturas e etnias no sentido da integração e o cuidado com a natureza se torna chave para o resgate do ser humano enquanto ente vivente e pertencente a este planeta. Então que sejam bem vindos todos os povos e culturas ao Parque Augusta, e que nos relembrem seus ensinamentos e contemplem a cura física, mental e espiritual.

Respeitosamente solicitamos ao poder público aqui presente que continue olhando para este pedaço de terra com carinho, cuidado e responsabilidade, pois um parque não é uma ilha e sim parte de um entorno, de um bairro, de uma cidade. Por aqui passarão milhares de pessoas diariamente, vindas de todos os lugares. O que acontece ao redor de um parque também afeta o parque, e vice-versa. Neste sentido, este conselho seguirá na luta para que este parque não seja tomado por interesses individuais, econômicos e privatistas, como já se tentou fazer no passado. E enquanto for dado a este conselho o privilégio de representar os cidadãos, esta será nossa missão.

Portanto, fazer parte do Conselho Gestor deste parque, antes mesmo dele ter sido inaugurado, nos proporciona um imenso orgulho, ao mesmo tempo em que nos impõe a responsabilidade de fazer dele um lugar diferente, amplamente democrático, onde possa vigorar a troca de experiências, o multiculturalismo, a convivência com o diferente, o afeto,o aprendizado e, principalmente, a alegria.

Sobre os trabalhos do Conselho, realizamos em quase um ano e meio: 17 assembleias, dezenas de visitas técnicas à obra de implantação do parque, falamos com especialistas em várias áreas da prefeitura, ouvimos ativamente a população do entorno e demos encaminhamentos às suas demandas e anseios, mesmo com todas as limitações impostas pela pandemia. A partir de agora, as assembleias ocorrerão neste espaço e serão abertas a qualquer pessoa interessada em acompanhar o nosso trabalho. A experiência de montar um conselho gestor antes de o parque abrir tem sido tão exitosa que esperamos que a prefeitura adote esta postura para os próximos equipamentos públicos em implantação, pois permite que a coletividade se aproprie da construção destes espaços e paute a função social que espera que eles exerçam.

Desejamos que todos os presentes e os futuros frequentadores tenham e manifestem o mesmo carinho e afeto que nós do conselho nutrimos pelo parque, pois, afinal, este espaço é e sempre será de todos nós: apenas Parque Augusta. Obrigada

 

 

Espaços Abertos

Totalmente acessível, a área conta com caminhos para passeios, playground inclusivo, cachorródromo, equipamentos de ginástica e uma academia de terceira idade. Sanitários públicos, arquibancada e deck elevado também fazem integram o conjunto, que ainda tem áreas de manejo e compostagem, assim como uma estrutura de serviços e apoio para a administração. O parque manteve intacto o antigo bosque com árvores nativas e exóticas, e os caminhos implantados desde a instalação do Colégio Des Oiseaux nos anos 1910. A Casa das Araras e do Portal – que são tombados, foram restaurados.

Durante a cerimônia o secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Castro, ressaltou a riqueza da fauna e da flora do novo parque.

 


Momentos da Festa

Apresentações da banda Pequeno Cidadão, do maestro João Carlos Martins e do dançarino Carlinhos de Jesus, marcaram o evento de abertura, no dia 6 de novembro. As pessoas também aproveitaram o posto móvel de vacinação contra a Covid.

 

Vem da iniciativa privada a primeira reação aos tímidos resultados da COP26 e às alarmantes notícias da destruição da Amazônia. A plataforma MelhorCidade.com anunciou o Movimento de Transição Pacífica para a Economia Verde, começando pelas cidades, todas ameaçadas pelos efeitos das mudanças climáticas e pelos impactos da pandemia. Aproveitar as infinitas possibilidades da nova economia ficará mais fácil para quem vive ou empreende nos 5.570 municípios brasileiros.


Enquanto furacões, inundações, incêndios e outros efeitos climáticos extremos pareciam distantes filmes de ficção, o assunto era "coisa de ecochato" lá na amazônia, lá no planeta terra. "Mas o problema se mudou para o nosso endereço depois do coronavírus, da impensável crise hídrica, dos impagáveis boletos da energia e dos absurdos preços dos alimentos em terras produtivas. Agora que as pessoas descobriram que tudo isso tem relação com a natureza atacada e desprezada, "ser verde" nunca mais será considerado modismo.


Segundo os coordenadores, acelerar a economia verde é um movimento que considera o claro recado dos jovens e adultos de todas as idades e classes quando dizem: "Também somos donos da natureza que estão roubando de nossos filhos e netos. Também somos donos do dinheiro que financia a destruição do ambiente. Estamos cansados de só pagar a conta. Queremos ações afirmativas das empresas, governos e instituições".



Dinheiro verde para empresas verdes, cidades verdes e empregos verdes

Como nos antídotos fabricados com o próprio veneno, especialistas reconhecem que o maior motivador das boas relações com a natureza sejam os recursos financeiros dos investidores e dos consumidores.

Compradores internacionais preparam o sinal vermelho para tudo que venha das nossas áreas desmatadas, incluindo as madeiras, as carnes e a soja "pintadas de verde". Porém, desde 2020, durante o Forum Econômico Mundial, os gestores das maiores fortunas do planeta "gritam" que o futuro da economia deve ser verde ou os prejuízos serão incalculáveis. A União Europeia saiu na frente e estabeleceu critérios para acesso aos mais de 30 trilhões de dólares disponíveis para projetos sustentáveis, públicos ou privados. Apesar da adesão voluntária, a sigla internacional ESG ganhou força de lei e passou a "significar" boas referências ambientais, sociais e de gestão para receber investimentos da nova economia.

Neste momento a mobilização é global, porque na era da economia verde turbinada com os critérios ESG, quem não está dentro, está literalmente fora do mercado. "E que ninguém se preocupe com eventuais ameaças de desemprego em massa, porque ninguém nem os ricos rasgam dinheiro. Novos empregos verdes e decentes já são criados todos os dias", garantem.

De olho na imagem e nos investidores, as melhores empresas e cidades temem ser confundidas e receberem o carimbo de "inimigas da natureza". Assim, nas primeiras ações práticas, o Movimento promete separar as marcas verdes, das outras. Entre as inovações anunciadas pela plataforma estão diversas ferramentas gratuitas para formação do novo mercado e geração de negócios, para transformação das cidades em ambientes de validação do ESG das empresas, e para conexão dos talentos verdes aos empregos verdes. Através de parcerias, as experiências de sucesso dos gestores podem inspirar outras cidades, além de alimentar o mapa das oportunidades locais e regionais.

Segundo o jornalista Edvaldo Silva, facilitador do movimento, as ações foram planejadas sem passeatas e sem partidos políticos. Além dos gestores locais, serão convidados os "verdes" de todas as cores, as lideranças empresariais e as instituições que trabalham para melhorar a vida das pessoas em suas próprias cidades. "Vamos mostrar como o consumidor pode usar seus superpoderes para sair de situações insustentáveis, de forma pacífica e sem ódio", afirma.

"Os maus exemplos estão espalhados pelo país. A boa notícia é que administradores com visão de futuro entenderam o sentido de urgência e decidiram não esperar. Líderes desenvolvem e incentivam ideias que estão salvando vidas, preservando ambientes, gerando empregos, promovendo igualdade e mudando o final da história. Faltava mostrar tudo isso num só lugar e ensinar como "separar o joio do trigo", ou como deletar as "green fake news". Melhor Cidade será o ponto de encontro de todas as partes que combinam geração de riqueza com preservação da natureza. A solução definitiva para a Amazônia e tudo que ela representa está no bolso (dos consumidores) e na Bolsa (dos investidores)", termina Edvaldo.

 

Veja Informações Complementares

 

Vem da iniciativa privada a primeira reação aos tímidos resultados da COP26 e às alarmantes notícias da destruição da Amazônia. A plataforma MelhorCidade.com anunciou o Movimento de Transição para a Economia Verde, começando pelas cidades, todas ameaçadas pelos efeitos das mudanças climáticas e pelos impactos da pandemia. Aproveitar as infinitas possibilidades da nova economia e compartilhar as experiências que podem inspirar outras cidades, ficará mais fácil para quem vive ou empreende nos 5.570 municípios brasileiros.


Enquanto furacões, inundações, incêndios e outros efeitos climáticos extremos pareciam distantes filmes de ficção, o assunto era "coisa de ecochato" lá na amazônia, lá no planeta terra. "Mas o problema se mudou para o nosso endereço depois do coronavírus, da impensável crise hídrica, dos impagáveis boletos da energia e dos absurdos preços dos alimentos em terras produtivas. Agora que as pessoas descobriram que tudo isso tem relação com a natureza atacada e desprezada, "ser verde" nunca mais será considerado modismo.


Segundo os coordenadores, acelerar a economia verde é um movimento que considera o claro recado dos jovens e adultos de todas as idades e classes quando dizem: "Também somos donos da natureza que estão roubando de nossos filhos e netos. Também somos donos do dinheiro que financia a destruição do ambiente. Estamos cansados de só pagar a conta. Queremos ações afirmativas das empresas, governos e instituições".



Dinheiro verde para empresas verdes, cidades verdes e empregos verdes

Como nos antídotos fabricados com o próprio veneno, especialistas reconhecem que o maior motivador das boas relações com a natureza sejam os recursos financeiros dos investidores e dos consumidores.

Compradores internacionais preparam o sinal vermelho para tudo que venha das nossas áreas desmatadas, incluindo as madeiras, as carnes e a soja "pintadas de verde". Porém, desde 2020, durante o Forum Econômico Mundial, os gestores das maiores fortunas do planeta "gritam" que o futuro da economia deve ser verde ou os prejuízos serão incalculáveis. A União Europeia saiu na frente e estabeleceu critérios para acesso aos mais de 30 trilhões de dólares disponíveis para projetos sustentáveis, públicos ou privados. Apesar da adesão voluntária, a sigla internacional ESG ganhou força de lei e passou a "significar" boas referências ambientais, sociais e de gestão para receber investimentos da nova economia.

Neste momento a mobilização é global, porque na era da economia verde turbinada com os critérios ESG, quem não está dentro, está literalmente fora do mercado. "E que ninguém se preocupe com eventuais ameaças de desemprego em massa, porque ninguém os ricos rasgam dinheiro. Novos empregos verdes e decentes já são criados todos os dias", garantem.

De olho na imagem e nos investidores, as melhores empresas e cidades temem ser confundidas e receberem o carimbo de "inimigas da natureza". Assim, nas primeiras ações práticas, o Movimento promete separar as marcas verdes, das outras. Entre as inovações anunciadas pela plataforma estão diversas ferramentas gratuitas para formação do novo mercado e geração de negócios, para transformação das cidades em ambientes de validação do ESG das empresas, e para conexão dos talentos verdes aos empregos verdes. Através de parcerias, as experiências de sucesso dos gestores podem inspirar outras cidades, além de alimentar o mapa das oportunidades locais e regionais.

Segundo o jornalista Edvaldo Silva, facilitador do movimento, as ações foram planejadas sem passeatas e sem partidos políticos. Além dos gestores locais, serão convidados os "verdes" de todas as cores, as lideranças empresariais e as instituições que trabalham para melhorar a vida das pessoas em suas próprias cidades. "Vamos mostrar como o consumidor pode usar seus superpoderes para sair de situações insustentáveis, de forma pacífica e sem ódio", afirma.

"Os maus exemplos estão espalhados pelo país. No entanto, administradores com visão de futuro entenderam o sentido de urgência e decidiram não esperar. Líderes desenvolvem e incentivam ideias que estão salvando vidas, preservando ambientes, gerando empregos, promovendo igualdade e mudando o final da história. Faltava mostrar tudo isso num só lugar e ensinar como "separar o joio do trigo", ou como deletar as "green fake news". Melhor Cidade será o ponto de encontro de todas as partes que combinam geração de riqueza com preservação da natureza. A solução definitiva para a Amazônia e tudo que ela representa está no bolso (dos consumidores) e na Bolsa (dos investidores)", termina Edvaldo.

 

Veja Informações Complementares

 

Aguarde o Canal de Economia Verde.

Assista Agora

 

Aguarde o Canal de Economia Verde.

Assista Agora

Cidades são pessoas. Pessoas que se revezam nas posições de consumidores, investidores e de eleitores para formar opinião e mudar o mundo. Mundo que começa pelas cidades.


As mesmas tecnologias da informação que jogaram luz sobre a pandemia e suas relações com a economia, também aceleram um movimento global que reivindica maior participação das pessoas nas decisões que impactam a vida em suas cidades.

É natural que mudanças enfrentem resistências, mas aceitar que o ciclo da transformação é irreversível e vai acontecer por ação ou por reação, ajuda a perceber as tendências e antecipar-se aos fatos com mínimo impacto.

Veja, por exemplo, como as emergências climáticas abriram caminho para a economia verde e já agregam outros tons e outras cores ao conceito original do que é ser verde! Os ativistas deixaram de ser os "ecochatos", conquistam novas gerações, convencem líderes e acabam de ganhar o apoio dos investidores, os "donos do dinheiro" igualmente ameaçados pelos efeitos das mudanças do clima.

 

Greenteraction

O próximo passo é a Interação Verde. Mais que ressignificar os processos de produção e de consumo com base nas relações entre economia e natureza, a nova tendência natural das coisas considera as cidades como ambientes perfeitos para validação de metas e referências verdes como o ESG dos critérios ambientais, sociais e de governança. Também compartilha conhecimentos e oportunidades para as pessoas que esperam "participar do jogo" e não somente "ficar na torcida" por melhores cidades.

Greenteraction é uma empresa de interação social que coloca o consumidor e o contribuinte no cenário da economia verde, através de parcerias com empresas e governos locais. Inspirada nos ecossistemas colaborativos e participativos da natureza, executa suas ações, ideias e experiências com modernas ferramentas da neurociência e da tecnologia, como a "Collaborative Intelligence" e o "Crowdsourcing".

No Brasil, a Agência Melhor Cidade (melhorcidade.com) será a parceira da Greenteration (greenteraction.com), preparando o novo jeito de viver e trabalhar dos brasileiros em tempos de ESG e 5G. 

 

Leia a notícia da parceria

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil está ganhando sua primeira startup de conexão com os empregos da economia verde. Um lugar onde a nova geração de profissionais, os Talentos Verdes, têm lugar garantido ao lado da experiência que facilita a vida das empresas, sobretudo as que pretendem continuar atendendo as exigências dos consumidores e investidores.

Toda atividade econômica tem algum impacto sobre a natureza, e a economia verde exige mínino impacto para o ambiente e as pessoas. De olho nas infinitas possibilidades da retomada, a plataforma EmpregosVerdes.com será mais que um lugar para candidatos com habilidades e vocações sustentáveis. Profissionais de RH também poderão reforçar seus times, atualizar referências e compartilhar conhecimentos.

A equipe finaliza o ambiente digital que irá receber, gratuitamente, candidatos e vagas das organizações de todos os portes. Atividades essenciais nesta fase de transição ao verde, como as consultorias e os cursos de graduação e requalificação, podem ser parceiras da ideia que nasce no momento mais crítico das relações humanas com o futuro do planeta.

Segundo os diretores da startup, faltava um agregador online de talentos e empregos para indicar as necessidades do novo mercado. "a plataforma cumprirá também a missão de provocar iniciativas de qualificação ou requalificação profissional, sejam públicas ou privadas". "Emergências Climáticas não são Blá-blá-blá e nem Mi-mi-mi. Por isso decidimos conectar Empregos Verdes & Talentos Verdes desde já!", finalizam.

 

 

 

A economia verde abre um planeta de oportunidades para todos.


Parece que desta vez o mundo entendeu, no bolso, que chegou o momento de preservar a natureza para evitar os efeitos das mudanças climáticas. Em 2020, durante o Forum Econômico Mundial, a declaração dos investidores que controlam as maiores fortunas do planeta não deixou dúvidas: “Sejam sustentáveis, porque a nova economia é verde". A pandemia e as recentes pesquisas divulgadas durante a Cúpula do Clima (COP26) aceleraram o processo, ampliando o conceito de urgência para todos os setores.

A União Europeia reconheceu que o mercado de investimentos verdes é uma das áreas de crescimento mais rápido no setor de finanças. Saiu na frente e estabeleceu regras, com força de lei, para acesso ao tesouro de dezenas de trilhões de dólares disponíveis no mundo para projetos e negócios sustentáveis. Nos Estados Unidos, o presidente Biden começa a gerar milhões de empregos verdes, liderando um movimento considerado irreversível, com a adesão da gigantesca China e dos países mais avançados nas questões do clima.

Também é tempo de ESG, a nova ferramenta de análise e decisão dos investidores. O termo vem do inglês e representa um conjunto de valores e critérios que uma organização ou cidade adotam em suas atividades ou projetos. Pelas regras, nenhuma empresa está obrigada a praticar os princípios ESG, porém cedo ou tarde terá que explicar aos investidores e consumidores, porque devem continuar confiando em quem não mostra suas Referências Ambientais, Sociais e de Governança. ESG é o próximo nível da economia verde.

Por aqui os empregos verdes já estão nas atividades de elevado risco ambiental, nas empresas líderes do novo mercado e até entre empreendedores das comunidades mais simples, provocando iniciativas públicas e privadas de atualização profissional. Os chamados "empregos do futuro" farão desaparecer milhões de postos de trabalho em todas as áreas, mas outros milhões serão criados em profissões que sequer foram inventadas, em áreas como tecnologia, saúde, logística e educação, sempre com vínculos ambientais.

Neste momento a mobilização é global, porque na retomada da economia, pelos caminhos da sustentabilidade, os negócios verdes podem abrir um mercado do tamanho do planeta, para grandes e pequenos.

 

 

Alguém dirá que não se pode quebrar a formalidade deste tema com pontos de vista pouco ou nada ortodoxos. Porém, sair da linha por apenas dois parágrafos, permitirá conhecer um fato no mínimo curioso em relação ao maior quebrador de paradigmas, o ESG.

Quando em março de 2019 os astrólogos anunciaram que o planeta Urano entraria na casa astral de Touro, onde ficará até abril de 2026, ninguém deu muita bola. Afinal, um evento que acontece a cada 84 anos não poderia afetar a vida de tanta gente. Exceto que, por coincidência, da última vez que passou (1935 a 1942) aconteceu a Segunda Guerra Mundial e alterou a economia de várias formas, por exemplo abrindo o mercado de trabalho para as mulheres, já que muitos homens estavam nas batalhas.

Segundo quem entende desses mistérios, Urano em Touro prometia impactar exatamente as áreas do dinheiro e da economia. Aliás, o papel de Urano seria "tirar o chão" da estabilidade e da segurança, trazer mudanças e estimular a criatividade. A energia do planeta seria direcionada para um cenário inédito, diante dos abalos estruturais da economia. E, ainda, essas mudanças provocariam inovações em nossa relação com a natureza, abrindo cada vez mais o debate sobre o estilo de vida sustentável das pessoas e as práticas ecológicas das empresas.

O lado místico deste artigo fica por aqui. Mesmo porque, por outra mera "coincidência", em 2019 veio a Covid 19, que virou pandemia e deixou nosso planeta "de pernas pro ar". Aliás, de vez em quando a humanidade leva um "sacode", uma chacoalhada para "cair na real", como se diz aqui no Brasil. Como se fosse o ciclo da natureza.


Pós-Guerra e Economia Verde

A geração que viveu os horrores e as dores da guerra mundial afirma que a pandemia do coronavírus é uma experiência igual, porém diferente. É que desta vez a velocidade da informação tem permitido a troca de conhecimentos científicos, novas referências de valores e conceitos de vida, além de estimular saídas fora da zona de conforto.

Com a vacina, estamos quase diante de um pós-guerra. E como na história das descobertas e da corrida espacial... a crise e a oportunidade andam de mãos dadas. A diferença é que ao lado dos predadores e vencedores, tem um horizonte de oportunidades se abrindo também para os outros. Sem excesso de otimismo, nem fanatismo, ouso dizer que o planeta está despertando para um novo tempo de transformações!

Em 2020, durante o World Economic Forum, a declaração dos investidores que controlam as maiores fortunas do planeta não deixou dúvidas quanto aos efeitos do clima no bolso: “Sejam sustentáveis, porque a nova economia é verde. Ou os prejuízos serão incalculáveis."

A União Europeia reconheceu que o mercado de investimentos verdes é uma das áreas de crescimento mais rápido no setor de finanças. Saiu na frente e estabeleceu regras, com força de lei, para acesso ao tesouro de dezenas de trilhões de dólares disponíveis no mundo para projetos e negócios sustentáveis. Nos Estados Unidos, o presidente Biden decidiu gerar milhões de empregos verdes, liderando um movimento considerado irreversível, e que já conta com a adesão da gigantesca China.

Neste momento a mobilização é global, porque na retomada da economia, os negócios verdes podem abrir um mercado do tamanho do planeta, para grandes e pequenos.


Tempo de ESG

A principal ferramenta de análise e decisão utilizados por investidores em todo o mundo é o ESG. O termo vem do inglês Environmental, Social & Governance, ou em português, ASG, de Ambiental, Social e Governança. O ESG representa um conjunto de valores e critérios éticos que uma organização adota voluntariamente em suas atividades ou projetos.

Pelas regras, nenhuma empresa está obrigada a praticar os princípios ESG, porém cedo ou tarde terá que explicar aos investidores e consumidores, porque devem continuar confiando em quem não mostra suas Referências Ambientais, Sociais e de Governança.

Estudos apontam que praticar ESG dá retorno financeiro. Muito mais que um bom negócio entre empresas e investidores, o ESG é também um eficiente indicador para os consumidores, que aprenderam com a pandemia a importância do ambiente preservado. As novas gerações das famílias estão mais engajadas no assunto e influenciam cada vez mais nas decisões de investimento e de compra.


Perigos do ESG

O ESG não surgiu do acaso. É o resultado da evolução natural dos esforços de ambientalistas e dos alertas de cientistas. Agora, com o poder dos investidores, ficou imbatível.

Justamente por isso, a sigla pode ser "perigosa". E o maior risco é que, saltando o alto muro das decisões econômicas e dos investimentos financeiros, caia no gosto popular e entre "direto na veia" das pessoas. Deixar de ser um segredo hermético, só revelado aos iniciados, para se transformar em conhecimento capaz de emponderar e mudar, por exemplo, o comportamento de compra, seria uma "tragédia", para muitos.

Imagine se o "povo" descobre que são as agressões ambientais que provovam mudanças climáticas, e que seus efeitos associados geram os boletos cada vez mais impagáveis da energia, dos combustíveis, da alimentação, da saúde, dos transportes, da moradia, dos empregos e até... da felicidade! As pessoas podem gostar da ideia de viver num lugar melhor, simplesmente parando de consumir porcarias (em todos os sentidos). Ou quem sabe decidam deletar de suas listas os fornecedores que não respeitam a natureza, as pessoas e a ética.

Impulsionado pela comunicação digital e pelo poder de seus novos amigos de infância, essa ideia vai crescer feito fermento em massa de pão. E então, os empreendedores e pequenos empresários poderão descobrir que também podem ser ESG, que podem ser verdes, cada um do seu jeito, inspirados na centena de tons de verde existentes na natureza.


Bom Negócio

A história da economia mostra que a "Libertação" dos Escravos no Brasil foi antes de tudo um bom negócio, o que pode se repetir agora na Economia Verde. Base da economia do Brasil nos períodos colonial, imperial e início da república, a escravidão e o lucrativo comércio de escravos, feito por via marítima, apenas tiveram fim pela pressão da Inglaterra, que controlava os mares, o dinheiro dos empréstimos e a legislação internacional contra a escravidão. Em 1831 é votado o fim do tráfico, mas o comércio de negros só acabaria em 1851, quando os traficantes clandestinos retiraram seu dinheiro do negócio ao descobrirem que o governo preparava uma lei de imigração para trazer trabalhadores rurais da Europa, a construção de uma estrada de ferro para escoar a produção cafeeira e a redução das tarifas de exportação de café. O resto todos sabem. Veio a tal "Liberdade" sem indenizações ou empregos... e deu no intransponível abismo social que todos conhecemos.

Digo isso porque toda a chamada Economia Cinza, poluente e exploradora de recursos, pode "micar" nas mãos de quem não se correr rápidamente para a Economia Verde! E não seria por falta de aviso, pois a natureza tem usado a linguagem de sinais para dizer que não está bem, a ciência inventa alternativas para as fontes poluentes, o mercado da sustentabilidade e da responsabilidade social cresce em ritmo acelerado e, por fim o argumento mais forte: o dinheiro vai acabar para quem não for ESG.

O setor financeiro encontrou no ESG a resposta perfeita para todas as pressões deste novo tempo. Uma ideia simples, porém capaz de reinventar a economia, mudar costumes, transformar profissões e unir interesses de investidores, reguladores, organizações não governamentais, clientes e funcionários. E quando todas partes concordam com um bom negócio, as decisões ganham mais força que a própria lei. Outro perigo é apostar que essa transformação ainda vai demorar, porque será atropelado pela concorrência e até sair do mercado.

Depois da Revolução Industrial e da Inclusão Digital, chegou o Tempo de ESG. Perder o bonde da história seria imperdoável. Assim, o último dos perigos é "esquecer" os fornecedores e parceiros de grandes empresas, os pequenos negócios, os novos empreendedores, os profissionais empregados ou não. Todos têm o direito de ser ESG.

Mas é preciso acelerar para não perder o "timing" do ESG. Adotar estratégia de guerra, porque outros países estão avançando rápido. A senha é treinar e capacitar para o ESG, mesmo que represente "perigo".

Vamos correr esse risco juntos?

 


Edvaldo Silva
Jornalista, Auditor Ambiental e Consultor de ESG e "Green Economy". CEO da startup NatureUp!

Iniciativa mostra como Empresas e Municípios estão vencendo o Maior Desafio do ESG no Brasil: Criar Condições de Igualdade para Brancos e Negros!

 

Por mais paradoxal que possa parecer, a pandemia da Covid 19 teve um lado bom. Serviu para mobilizar redes de solidariedade por todas as partes, e fez cair a máscara do racismo velado que reina no Brasil desde os tempos do Império.

Com a economia em queda, passou a valer a máxima caipira do instinto de sobrevivência: "Farinha pouca, meu pirão primeiro". Como se o nascer branco garantisse direitos absolutos sobre as outras raças, essas diferenças foram evidenciadas em todos os sentidos, continuando uma história de 400 anos de invasões, escravizações, injustiças e desprezo racial.

No início do surto, o novo coronavírus pareceu não poupar ninguém: todos estariam igualmente expostos à doença. Não demorou muito para que dados derrubassem o equívoco e escancarassem o impacto das desigualdades sociais na prevenção e propagação da pandemia. Pretos ou pardos das periferias estavam ainda 73,5% mais expostos ao risco, por viverem em domicílios de condições precárias, muitas vezes sem água e aglomerados; por dependerem de ganhos diários e não conseguirem "ficar ou trabalhar em casa"; por serem obrigados aos transportes coletivos superlotados; por sofrerem mais com diabetes, hipertensão e asma, doenças que pioram o quadro, principalmente quando falta alimentação básica. Não bastasse tudo isso, a falta de acesso às tecnologias da internet rápida para as aulas à distância, está garantindo aos brancos uma vantagem extra de muitos anos nessa "corrida meritocrática" pelos empregos. Aliás, as vagas que sobrarem, quando sobrarem, e nas condições que vierem.

A Crise Vai Passar! Mas porque a vida começa, acontece e termina nas cidades, muitas delas estarão arrasadas e as pessoas em busca de esperanças perdidas. Tão destruidora quanto uma guerra mundial, a Covid-19 impactou de morte também a economia dos municípios e abriu caminhos para a chamada Economia Verde.

 

ECONOMIA VERDE

Somos a startup Melhor Cidade (melhorcidade.com), a primeira criada para acelerar a economia verde nas cidades brasileiras. Sem qualquer vinculação política ou partidária.

Por definição, Economia Verde é a estratégia de Desenvolvimento Econômico feito com Mínimo Impacto Ambiental e Máximo Impacto Social, formando um triângulo de lados iguais. Segundo a ONU, através do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), “resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz os riscos ambientais e a escassez de recursos”.

Parece que desta vez o mundo entendeu, no bolso, que é possível minimizar o risco de novas pandemias e evitar os efeitos das mudanças climáticas, apenas preservando os ecossistemas, dizem os cientistas do clima.

Neste momento a mobilização é global. Porque na retomada da economia, os negócios verdes podem abrir um mercado do tamanho do planeta, para grandes e pequenos.

O Brasil está diante da maior oportunidade de mudar seu patamar econômico e social, começando pelo desenvolvimento sustentável de suas cidades. Mas, como no caso das vacinas, é preciso correr porque os investidores que controlam as maiores fortunas do planeta buscam por "economias verdes".

Novos investidores chegam ao mercado à procura de opções sustentáveis em todos os setores. Marcas líderes estão se reposicionando para sobreviver à infidelidade e aos boicotes das novas relações de consumo. Empresas que agregam valor ecológico em seus processos de produção e de serviços, com ética e sem artifícios de marketing, conseguem cada vez mais clientes e investidores. Governantes já “aceitam” pensar verde, provando que o poder financeiro será a arma imbatível na guerra contra as mudanças climáticas.

A União Europeia reconheceu que o mercado de investimentos verdes é uma das áreas de crescimento mais rápido no setor de finanças. Saiu na frente e estabeleceu regras para acesso ao tesouro de dezenas de trilhões de dólares disponíveis no mundo para projetos e negócios sustentáveis. Nos Estados Unidos, o presidente Biden decidiu gerar milhões de empregos verdes, liderando um movimento irreversível.

Mas a melhor notícia para os investidores da nova economia foi a criação do ESG, poderosa ferramenta para seleção das opções, cuja sigla internacional traduz Sustentabilidade Ambiental, Igualdade Social e Governança Corporativa.

Empresas de todos os continentes já trabalham seus riscos e vantagens competitivas com o ESG. O lado mais conhecido e menos polêmico é o Ambiental. Porém, mesmo nos países ricos, o lado Social do tripé sofre de interpretações e adaptações conforme a organização.

 

 

O DNA DO ESG BRASILEIRO

Novo no negócio, porém, o Brasil vai se apresentando como um grande desafio para a aplicação do ESG. Por aqui o meio ambiente, representado pela Amazônia e seus povos indígenas, sofre ataques deliberados de setores organizados, sob graves denúncias de aquiescência. Neste cenário, a Governança Corporativa ensaia passos cambaleantes e heróicos. E o lado Social enfrenta o desafio de vencer as consequências estruturais do longo passado escravagista que permanecem até hoje, isto é, o racismo continua assumindo diversas formas de manifestação.

Para entender, o Brasil tem a 2ª maior população negra do mundo, e foi o último país das Américas a abolir oficialmente a escravatura, em 1888. Apesar de representarem 56,1 % da população, pretos e pardos enfrentam severas desvantagens em relação aos brancos, particularmente quanto aos indicadores: "mercado de trabalho, distribuição de rendimento e condições de moradia, educação, violência e representação política". O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também aponta que as desigualdades étnico-raciais "têm origens históricas e são persistentes".

Quanto às perspectivas de mudança, basta saber que apesar de representarem mais da metade da população, as pessoas negras continuam longe dos poderes de decisão.

Assim, é preciso aceitar que a desigualdade racial seja a raiz dos problemas sociais do Brasil, e entender que a decisão de propor soluções exige coragem das empresas. Mas o reconhecimento de investidores e de consumidores é certo.

As primeiras iniciativas práticas para resolver o "S" do ESG brasileiro chegam pelas mãos de grandes corporações, como a internacional AMBEV e brasileiríssima MAGAZINE LUIZA, que anunciam programas de contratações e capacitação gerencial de seus recursos humanos.

 

CIDADES SÃO AMBIENTES DE VALIDAÇÃO DO ESG

Investir em benefícios para os funcionários, garantir cumprimento de leis trabalhistas, lidar eticamente com fornecedores, entre outras particularidades, parece ser apenas superficial na realidade brasileira. Para melhorar o desempenho da própria economia, e também do país, é preciso considerar fatores sociais que interferem na vida dos empregados, das famílias, das comunidades, das cidades.

Os municípios são células de estados e países. Tudo diz respeito à vida nas cidades, até as decisões erradas que impactam a vida das pessoas. O tema é envolvente, porque todos temos as nossas cidades do coração e as defendemos com unhas e dentes: a que nascemos, e as que escolhemos para viver, estudar, trabalhar, investir, passear...

Descobrimos que as cidades são o ambiente perfeito para validação dos fatores ESG, porque nelas vivem todas as partes e interesses da metodologia global.

Organizações que adotam os critéios ESG impactam positivamente suas cidades. Boas decisões ambientais e sociais ultrapassam os limites das instalações físicas e alcançam a desejada responsabilidade corporativa.

Abrimos espaço para as experiências de sucesso dos negócios que decidem vencer o Desafio "S" de Igualdade. Sejam na forma de políticas antiracismo, programa de oportunidades, capacitação para o mercado das profissões do futuro, treinamento para os empregos verdes, educação para a igualdade de direitos, ou tudo que a criatividade consiga incorporar ao ESG brasileiro.

ESG com "S" de Igualdade é a vacina de alta eficácia contra a volta da escravidão.

 

Visite o Especial Imobilidade Social

 

 

Municípios são ambientes perfeitos para a prática ESG, a sigla internacional para Sustentabilidade Ambiental, Igualdade Social e Governança Corporativa, a nova regra para avaliação de investimentos.

Desde que os maiores investidores estabeleceram tais critérios para escolha das melhores opções, empresas de todos os continentes trabalham suas vantagens competitivas. O lado mais conhecido e menos polêmico é o Ambiental (Environment). Porém, mesmo nos países ricos, o lado Social do tripé sofre de interpretações e adaptações conforme a organização.

Novo no negócio, o Brasil vai se apresentando como um grande desafio para a aplicação do ESG. O meio ambiente sofre ataques deliberados de setores econômicos de alto impacto, sob graves denúncias de aquiescência. A Governança Corporativa dá passos cambaleantes diante de maus exemplos governamentais. E o lado Social tem o desafio de vencer abismos e barreiras estruturadas em vários séculos de escravidão da raça negra. 

As primeiras iniciativas para resolver o "S" do ESG brasileiro vêm chegando pelas mãos de grandes empresas como a AMBEV e MAGAZINE LUIZA, que estabeleceram programas de contratações e capacitação de seus recursos humanos.

O caminho para a retomada da economia passa pelas cidades, onde a vida acontece. Segundo o IBGE, as pessoas negras continuam longe dos Poderes de Decisão, apesar de representarem mais da metade da população. (Continua...)

 

Publicamos uma Edição Especial sobre esse grande desafio: Leia e Compartilhe IMOBILIDADE SOCIAL

 

Página 1 de 6
© 2021 Melhor Cidade é Marca Registrada | All Rights Reserved.